Para Jamal “Samuel” Zook,
Freddie Mercury não era a lenda do rock que o mundo conhecia. “Para mim, ele
era apenas o Tio Freddie, e eu sabia que ele cantava. Sua música sempre tocava
em casa. Crescendo, comecei a perceber: ‘OK, isso não é tão normal assim,
existe alguém muito, muito famoso na minha família’”, contou.
Com a avó, Jamal mantinha um
caderno no qual guardavam tudo relacionado a ele: recortes de jornais e
revistas que colecionavam. “Sempre que ele aparecia no rádio, aumentávamos o
volume e ouvíamos com muito orgulho.”
Para o sobrinho, a música do
Queen não se compara a nenhuma outra banda. “Não é nem um gênero, são muitos
gêneros diferentes em um só. Acho que é por isso que sua música sempre estará
presente.”
No ambiente familiar, Freddie
era apenas um filho normal, irmão de sua mãe e seu tio. Respeitando a cultura
parsi, celebravam juntos todas as datas religiosas e compartilhavam refeições.
“Ele sempre nos mandava presentes enormes e fantásticos. Um ano, me enviou um
ovo de Páscoa maior do que eu! Foi divertido. Ele definitivamente cuidava de
nós. Foi algo muito bonito.”
Jamal afirma que a presença de
Freddie no início de sua vida teve um impacto profundo no rumo de sua
existência. “O conhecimento de que ele estava lá, nos meus primeiros anos, teve
um significado muito especial.”

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