Muito antes de se tornar a voz inesquecível do Queen , Freddie Mercury já carregava no próprio rosto um retrato vivo de sua herança. Filho de Bomi e Jer Bulsara, indianos da região de Gujarate — no extremo oeste do país —, Freddie era herdeiro de uma história marcada por deslocamentos, miscigenação e encontros culturais que moldaram não apenas sua identidade, mas também sua imagem pública. A Índia, desde os tempos mais remotos, foi território de passagem e fusão: povos dravidianos, mongóis, caucasianos e, posteriormente, comerciantes e colonizadores que ampliaram ainda mais o mosaico étnico. Não surpreende que essa diversidade se refletisse no cantor, que nasceu em Zanzibar, em 1946, numa ilha onde o comércio com a costa indiana deixava marcas profundas na população. Observá-lo no palco era se encantar com um rosto que narrava séculos de história. Seus olhos grandes e amendoados pareciam conter tanto a melancolia quanto a intensidade de quem nasceu para encantar multid...
Freddie com Tiffany Existem muitas curiosidades sobre a vida íntima de Freddie Mercury e uma delas certamente era seu amor por felinos. Tudo começou nos anos 70 quando Mary Austin , sua namorada na época, o presenteou com um casal de peludos batizado de Tom e Jerry. A partir deste momento, os peludos passaram a fazer parte da vida do astro. O carinho era tanto que durante as turnês ele ligava para a casa e pedia para alguém colocar o fone para falar com os gatos, fato este confirmado por seu assistente Peter Freestone que chegou a ser apresentado no filme Bohemian Rhapsody . Dono de um coração imenso, o vocalista do Queen estava sempre pronto para abrigar mais um gatinho que aparecesse e ao longo de vida foram 10: Tom, Jerry, Oscar, Delilah,Tiffany, Dorothy, Goliath, Miko, Romeo e Lily. A maioria adotado da Blue Cross , uma associação de bem-estar animal na Inglaterra. Apenas Tiffany era de raça, os demais eram gatos de rua, listrados, brancos, pretos ou tricolores....