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| Freddie Mercury |
No dia 17 de fevereiro de
1987, Freddie Mercury e o músico Mike Moran estiveram no Town House Studios, em
Londres, gravando duas canções que dariam início ao projeto Barcelona. Entre
elas, estava “I Can’t Dance”, inspirada por um amigo bailarino anônimo de
Freddie, que chegou a participar nos vocais de apoio — embora a versão lançada
oficialmente não o inclua.
Durante as sessões, Freddie descobriu através da fã-clube internacional da banda Queen a história de Colin Preston, um jovem de Plymouth, no condado de Devon, que estava em coma após um grave acidente de carro. Colin era um grande admirador de Freddie e se considerava seu sósia, tanto no jeito de se vestir quanto no comportamento, vivendo e respirando a admiração pelo ídolo.
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| Colin Preston |
Sem poder visitá-lo
pessoalmente, Freddie usou seu tempo no estúdio para gravar uma música especial
dedicada a Colin: “Keep Smiling”. Após a gravação, a fita foi enviada à família
do jovem, que revelou que a canção foi um verdadeiro conforto para Colin, que chegou
a reagir por um tempo, mas infelizmente faleceu aos 26 anos.
A família de Colin prometeu
que a fita seria enterrada junto ao filho, para que ninguém mais pudesse
copiá-la — fazendo da música um presente único e exclusivo. Ainda assim, a
faixa foi incluída na coletânea The Solo Collection (2000), com uma dedicatória
emocionada a Colin.
No trecho final da canção, é
possível ouvir Freddie gritar: “Colin, keep smiling!” (Colin, continue
sorrindo) — um gesto simples e comovente de um artista com um coração enorme,
que transformou sua música em abraço e esperança.
Anos depois, um amigo de
infância de Colin esclareceu que, ao contrário do que se dizia, Colin
enfrentava um câncer e não um coma, e que faleceu em 2010. Mesmo assim, a
história do carinho de Freddie permanece viva, um testemunho da generosidade e
sensibilidade do vocalista do Queen.



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