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O rosto da lenda: as marcas indianas de Freddie Mercury

  Muito antes de se tornar a voz inesquecível do Queen , Freddie Mercury já carregava no próprio rosto um retrato vivo de sua herança. Filho de Bomi e Jer Bulsara, indianos da região de Gujarate — no extremo oeste do país —, Freddie era herdeiro de uma história marcada por deslocamentos, miscigenação e encontros culturais que moldaram não apenas sua identidade, mas também sua imagem pública.   A Índia, desde os tempos mais remotos, foi território de passagem e fusão: povos dravidianos, mongóis, caucasianos e, posteriormente, comerciantes e colonizadores que ampliaram ainda mais o mosaico étnico. Não surpreende que essa diversidade se refletisse no cantor, que nasceu em Zanzibar, em 1946, numa ilha onde o comércio com a costa indiana deixava marcas profundas na população. Observá-lo no palco era se encantar com um rosto que narrava séculos de história. Seus olhos grandes e amendoados pareciam conter tanto a melancolia quanto a intensidade de quem nasceu para encantar multid...

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Quem foi Freddie Mercury na opinião dos amigos

 

Que Freddie Mercury foi – e ainda é – uma das maiores vozes do rock todo mundo sabe. No palco era confiante e decidido. O que muitos fás não sabem é que longe dos holofotes, o rockstar era tímido, inseguro e tinha forte personalidade.

Para o guitarrista do Queen, Brian May, a escolha de Mercury por uma imagem ousada para lidar com o mundo foi para compensar seu alto nível de insegurança.

 “Acho que ele sempre tentou se expressar de maneiras desafiadoras, mas no interior, sempre foi muito inseguro. A imagem dele, no entanto, é a de um verdadeiro guerreiro”, afirmou o músico em entrevista ao Observatório do Cinema.

Mas quem era Freddie na intimidade? Qual a opinião dos amigos e de pessoas que conviveram com ele? Listamos 10 delas para você! 

Freddie Mercury, Dave Clark e Cliff Richard 

Joia rara

“Freddie Mercury era como uma joia muito rara ou uma pintura rara. Nunca haverá outro como ele. Esse era o tipo carinhoso e generoso. Em particular, Freddie era muito diferente do artista ultrajante que você via no palco. Ele era tão atencioso. Quando estávamos gravando no estúdio Abbey Road, ele costumava trazer um grande cesto cheio de comidas exóticas, incluindo caviar, salmão, queijos diferentes e seu champanhe Cristal favorito. Em particular ele era realmente um homem adorável e atencioso. E sua generosidade ia muito além de seus amigos mais próximos e colegas de trabalho. Estranhos sempre se beneficiavam de sua bondade. Se algo acontecesse na TV sobre alguém com problemas financeiros, ele mandaria um cheque anonimamente por uma de suas empresas. Lembro-me dele mandando cheque para um casal desempregado e cuja casa havia sido retomada. Ele fez coisas assim tantas vezes. Ele veria algo no noticiário ou seria informado sobre as dificuldades de alguém e imediatamente pegaria um talão de cheques. Ele gostava de pessoas reais. Ele pode ter sido maior que a vida e um dos melhores performers do mundo quando estava no palco, mas em privado ele era muito, muito humano. É a velha história do comediante que fez todo mundo rir no palco, mas fora do palco tem muita tristeza e sensibilidade. Você nunca deve acreditar ou ser levada pela imagem.”

(Dave Clark - produtor) 

Fora dos palcos Mercury era tímido

Tímido

“O estranho sobre Freddie é que, embora ele fosse o showman definitivo, ele era uma pessoa tímida. Ele estava sempre dizendo: ‘Pessoal, em não quero mais fazer turnês. Eu não gosto’. Mas nunca acreditamos nele, porque sabíamos haver todo esse outro lado de seu personagem que adorava estar no centro das atenções, essa personalidade ultrajante que ele poderia ativar assim que saísse na frente de uma multidão. Por 20 anos e tantos anos, tive o melhor lugar da casa, assistindo ao melhor vocalista do mundo. Sentimos falta dele? É claro. Todos os dias.”

(Roger Taylor – baterista) 

Freddie, Mary e amigos

Generoso

“Ele era a pessoa mais generosa que você poderia desejar conhecer, havia um verdadeiro calor e amizade entre ele e seus companheiros de banda e seus amigos eram muito leais a ele.”

(Richard Young - fotógrafo) 

Freddie com Reinhold Mack e John Diacon
Um gênio

“Freddie era música. Ele era um gênio. Você pensa em uma ideia e ele faria algo ainda melhor. Ele sempre poderia superar o que ele mesmo havia feito de várias maneiras. Você pensaria, Jesus, como você poderia inventar essas coisas? Ele era um pianista brilhante e, na verdade, ele toca guitarra muito bem também, apesar de alegar que não poderia”.

(Reinhold Mack – produtor musical)

Freddie e Phoebe

Amigo leal

“Freddie Mercury foi o amigo mais gentil, generoso e leal que eu poderia desejar ter. Se você tivesse a sorte de ser amigo dele, ele faria todo o possível para cuidar de você.”

(Peter “Phoebe” Frestoone – assistente pessoal de Freddie Mercury) 

Mick e Freddie

Gentil

“É difícil acreditar que já se passaram mais de 29 anos desde a morte do incrível Freddie Mercury, provavelmente a maior voz do rock n’roll. Eu o fotografei com freqüência no início dos anos 70 em Londres, e produzimos algumas imagens bonitas e duradouras. Além de seu talento furioso e ambição, ele era um homem gentil. Lembro-me dele com muito carinho. Sinto falta de seus dons inspirados de cantar, escrever, se apresentar. Nunca haverá um igual. Bênçãos para a beleza de sua vida e sonhos.”

(Mick Rock – fotógrafo)

Freddie e Elton

Boa companhia

“Freddie Mercury era meu amigo e tenho o privilégio de tê-lo conhecido. Foi muito divertido. Ele foi incrivelmente ultrajante. Era uma companhia muito boa. Era um grande músico e um dos maiores frontman da história. O legal é que ainda podemos lembrá-lo com suas músicas, e com alguns vídeos que nos lembram o quanto Freddie Mercury era especial”

(Elton John - cantor) 

Mercury em Budapeste

Autêntico

“Uma das coisas que eu realmente amava em Freddie e que eu achava muito inteligente, ele nunca quis comprar toda a porcariada que vem muitas vezes de ser uma celebridade. Ele não era o tipo de pessoa que tinha que ir aos lugares certos e ser visto com os rostos certos. Ele nunca parecia estar interessado em nada disso e para mim isso era apenas uma evidência da pessoa de qualidade que ele era. Ele era um homem que se sentia completo e realizado em si mesmo, e é por isso que ele nunca foi enganado por toda a viagem de jogo. O que eu sempre senti sobre Freddie era que ele era sua própria pessoa e tinha sua própria identidade.”

(Rick Sky – jornalista)

+++LEIA MAIS: Freddie Mercury na Vogue: celebridade de diamante

Honesto e corajoso

“Onde quer que eu cante sou abordada pelos fãs de Freddie Mercury. Eles me perguntam como foi trabalhar com ele. Me dizem o quanto ainda o amam, que quando ele morreu, uma parte deles morreu com eles. Homem bom, não violento e pacífico, generoso não apenas com seus amigos e aqueles que amava, mas também com os outros que sofreram como ele. Sempre me lembrarei de Freddie como um bom amigo, um homem honesto e corajoso, especialmente no final de sua vida. Um homem que foi muito, muito especial para milhares de pessoas”.

(Montserrat Caballé)


Especial

“Fred era único. Costumava trabalhar para o Bowie, mas ninguém tinha a aura que o Fred tinha. Talvez o Mick Jagger tenha feito, até certo ponto. Mas com o Fred havia algo nele, desde os primeiros dias. Ele tinha aquele tipo de aura. Não é distante. Mas sentiste que ele era alguém especial”.

(Peter Hince – roadie / fotógrafo) 

Brian May com Freddie ao telão /Foto: Pinterest

Rastro luminoso

“Freddie fez a última pessoa na parte de trás da arquibancada mais distante em um estádio sentir que ele estava conectado. Ele deu às pessoas a prova de que um homem pode alcançar seus sonhos - fez com que elas sentissem que através dele estavam superando sua própria timidez e se tornando a figura poderosa de suas ambições. E viveu a vida ao máximo. Ele devorou ​​a vida. Comemorava cada minuto. E, como um grande cometa, deixou um rastro luminoso que brilhará por muitas gerações vindouras.”

(Dr. Bryan May, CBE, guitarrista)

+++LEIA MAIS: O verdadeiro nome de Freddie Mercury é Farrokh Bulsara

Referências: "Freddie Mercury: A Sua Vida, em Suas Próprias Palavras" (Greg Brooks / Simon Lupton), “Freddie Mercury – Memórias do homem que o conhecia melhor” (Peter Freestone e David Evans); Observatório do Cinema.

Créditos: Reprodução Internet / Nenhuma intenção de infração de direito do autor 

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