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O rosto da lenda: as marcas indianas de Freddie Mercury

  Muito antes de se tornar a voz inesquecível do Queen , Freddie Mercury já carregava no próprio rosto um retrato vivo de sua herança. Filho de Bomi e Jer Bulsara, indianos da região de Gujarate — no extremo oeste do país —, Freddie era herdeiro de uma história marcada por deslocamentos, miscigenação e encontros culturais que moldaram não apenas sua identidade, mas também sua imagem pública.   A Índia, desde os tempos mais remotos, foi território de passagem e fusão: povos dravidianos, mongóis, caucasianos e, posteriormente, comerciantes e colonizadores que ampliaram ainda mais o mosaico étnico. Não surpreende que essa diversidade se refletisse no cantor, que nasceu em Zanzibar, em 1946, numa ilha onde o comércio com a costa indiana deixava marcas profundas na população. Observá-lo no palco era se encantar com um rosto que narrava séculos de história. Seus olhos grandes e amendoados pareciam conter tanto a melancolia quanto a intensidade de quem nasceu para encantar multid...

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7 mentiras que Bohemian Rhapsody contou sobre Freddie Mercury

 


(Parte I)

Lançado em outubro de 2018 o filme Bohemian Rhapsody, protagonizado por Rami Malek, foi um grande sucesso e ainda continua no imaginário de muitos fãs. Outras pessoas que não conheciam a banda também aplaudiram a história do Queen. Porém, apesar de ser um fenômeno global que conferiu a Malek um Oscar de Melhor Ator por sua interpretação de Mercury e ao filme 4 Oscars e dois Baftas, a cinebiografia foi bastante criticada.

Erros na cronologia, omissão de fatos e o abuso de linguagens poéticas tendem a confundir as pessoas leigas sobre a verdadeira história, tanto de Freddie Mercury como da Banda Queen. É claro que o roteiro foi aprovado pelo baterista Roger Taylor, pelo guitarrista Brian May, entre outras pessoas que concordaram, já que o filme precisou passar uma ideia geral. Sem falar que um drama tende a ter uma maior conversão nas vendas.  Então, listamos 7 inverdades mostradas sobre o frontman do Queen


Integrantes do Queen nos anos 70 / Foto: Sarendippia 

1- Freddie já conhecia os membros da banda

Ao contrário do que foi mostrado na cinebiografia, Freddie Mercury não conheceu os integrantes da banda após um show. Ele até já dividia apartamento com Roger Taylor e também conhecia Brian May, que na época faziam parte da Smile, em 1969. No filme, o aspirante a cantor se apresentou aos dois quando o então vocalista Tim Staffell estava saindo do grupo para cantar em outra banda, deixando o baterista e o guitarrista desolados. 

 

Na primeira foto Freddie Mercury, na seguda o ator Rami Malek como Freddie em Bohemian Rhapsody

2- Mercury não tinha 36 dentes!

A proeminência dos dentes do vocalista também foi assunto no filme como sendo uma condição anormal. Freddie gostaria de se juntar à banda ao que Brian e Roger respondem: “Não com esses dentes, cara.” Então, o jovem Freddie Bulsara explica. “Eu nasci com quatro incisivos adicionais”. Porém, a realidade não é essa. “Freddie não tinha nenhum dente extra, acima dos 32 normais. "Eles eram muito fortes e ele não tinha nenhum problema real além de overbite (desalinhamento dos dentes)”, revelou o assistente pessoal do vocalista, Peter Freestone, em seu blog “Ask Phoebe”. 

 

Mary e Freddie nos anos 70 na primeira foto; Rami e Lucy como o casal no filme na segunda imagem

3- Encontro com Mary Austin

Freddie Mercury também não conheceu Mary Austin nos bastidores de uma festa de faculdade como sugerido no filme. Ela já havia tido um curto relacionamento com Brian May. Freddie então perguntou se o amigo estava saindo com Mary porque ele estava interessado nela, ao que o May teria respondido se tratar apenas de uma amizade. Então o próprio May apresentou os dois. Na época Mary tinha 19 anos e trabalhava na loja Biba e Freddie, com 24, era sócio de uma barraca de roupas de segunda mão (brechó) com Roger Taylor no antigo Mercado Kensington, em Londres.

No livro "Somebody to Love", Mary conta "que ocasionalmente Freddie era corajoso o suficiente para ir sozinho [na loja na Biba para vê-la], mas na maioria das vezes aparecia com Roger ou pessoa. Ele lhe cumprimentava e sorria. Isso acontecia frequentemente e durou uns cinco ou seis meses". Eles saíram uma vez, após o aniversário do cantou e em menos de seis meses já estavam morando juntos em um pequeno apartamento onde compartilhavam cozinha e banheiro com outros casais.  

  

Mercury durante a primeira apresentação do Queen no Brasil em 81

4- Show no Brasil

Outra parte que deixou muita gente intrigada foi a primeira apresentação do Queen no Brasil, no Estádio do Morumbi. Existe alguns pontos que talvez você não saiba. Vamos começar pelo figurino. Freddie já não usava mais collant nesta época. Isso foi nos anos 70! Em 1981, o astro já havia adotado o visual baseado em personagens másculos, com o icônico bigode, inspirado nos comerciais de cigarro nos Estados Unidos.

Ah! Tem mais! A plateia de 200 mil pessoas que ele mostra à Mary Autin pela televisão cantando “Love of may life”, música que ele fez para a amada, na verdade, foi vista por ela ao vivo e em cores. Isso pouca gente sabe! 

Mercury ligou para Mary em Londres e pediu que ela voasse para se juntar a ele no Brasil. "Foi tudo feito de forma discreta a pedido de Freddie", conta Willian Nilsen, responsável pelo primeiro Fã Clube do Queen no Brasil. O casal ficou hospedado em uma suíte dupla no Hotel Hilton.

Mary chegou na quarta-feira e ficou até segunda de manhã. Ela teria visto Freddie reger a imensa plateia cantando "Love of my Life", ao lado das outras esposas dos membros da banda.


Mary e Freddie em São Paulo / Foto: William Nilsen

5- Mercury nunca largou a banda

Nem sempre o relacionamento dos integrantes do Queen era um mar de rosas, até porque todos os quatro tinham personalidades fortes e muitas vezes discordavam, eram explosivos e até ficaram sem se falar por um tempo. Por isso não houve ‘traição’ ou 'abandono' entre as partes. 

O que ocorreu foi um desgaste natural porque eram dez anos juntos viajando em turnês e voltando para começar a trabalhar em um novo disco. Então eles decidiram dar um tempo para cada um cuidar de seus projetos individuais após o álbum "Hot Space", lançado em 1982. Freddie também não foi o primeiro a gravar um álbum solo. Roger Taylor já havia elaborado dois discos antes dele, Brian May atuou em um projeto fora da banda e John Deacon fez uma participação especial no videoclipe do Morris Major e do single "Stutter Rap" do Minor.

  

Freddie Mercury e Jim Hutton em Bohemian Rhapysody

6- Relacionamento com Jim Hutton

Outra história bem diferente da original teria sido o encontro de Mercury com Jim Hutton, vivido pelo ator irlandês Aaron McCusker. No filme, o astro conhece o Hutton quando ele trabalhava como garçom em uma de suas festas e depois, no final do filme, eles se reencontram e assumem um relacionamento. 

Na verdade, Freddie o conheceu em 1985 em um bar gay londrino chamado Heaven. Jim não se interessou por ele e também estava em outro relacionamento. Ele nem mesmo sabia quem era Freddie Mercury, já que não era ligado em rock, como descreve em seu livro "Mercury and Me"

Somente um ano e meio depois eles voltariam a se esbarrar e dariam início a um romance um tanto como conturbado, já que Mercury ainda se relacionava com outra pessoa em Munique. Jim era barbeiro no Savoy Hotel e permaneceu ao lado de Freddie até sua morte, em 1991.

E antes que eu esqueça, rem outra parte importante: Hutton nunca esteve na casa dos pais de Freddie como seu companheiro, como romantizado no filme.

 

Bryan May, Roger Taylor, Freddie Mercury e John Deacon: Queen nos bastidores do Live Aid

7- Live Aid 

Bohemian Rhapsody termina com o inesquecível Live Aid (13 de julho de 1985), show criado com objetivo de arrecadar fundos para acabar com a fome na Etiópia. No filme, Freddie já sabia que havia contraído AIDS e ensaia com a banda para a apresentação do espetáculo quando falou aos amigos sobre sua doença. Na vida real, o astro só descobriu ser portador de HIV em 1987, ou seja, dois anos após o show. No documentário “Freddie Mercury: The Final Act”, o guitarrista Brian May relembra como o amigo contou para ele, Roger Taylon e John Deacon, integrantes do Queem. 

“Ok, vocês provavelmente já sabem o que está acontecendo comigo. Já sabem com o que eu estou lidando. Eu não quero falar sobre isso. Não quero nada que me faça sair de quem nós somos. Quero seguir fazendo música até a po**a do momento que eu não conseguir mais.”

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Referências: Documentário “Freddie Mercury - Untold History”, Documentário “Freddie Mercury: The Final Act”; livros: “Freddie Mercury – Memórias do homem que o conhecia melhor” (Peter Freestone e David Evans),”Freddie Mercury – A biografia definitiva” (Lesley-Ann Jones), “Mercury and Me” (Jim Hustton e Tim Wapshott), “Somebody to Love: The Life, Death and Legacy of Freddie Mercury” (Matt Richards e Mark Langthorne;, Blog “Ask Phoeb, Blog William Neilsen (primeiro Fã Clube do Queen no Brasil) e site de notícias americano “The Wrap”.

Crédito das fotos: Reprodução / Nenhuma intenção de infração de direito do autor.

E você assistiu ao filme? Gostou? Deixe seu comentário!

 #lovefreddiemercury


 


Comentários

  1. Anônimo1/6/22

    Meu Deus o filme maravilhoso eles colocaram um pouco de TD que aconteceu com Freddy porfavor quem se importa se verdades ou enfeitaram eu assisti cada vez que tenho oportunidade

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  2. Foi maravilhoso sim, ninguém disse o contrário, porém verdades precisam ser ditas para,o leitor saber.

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